Ampla participação popular marca abertura da III Conferência Estadual de Cultura
Evento contou com presença de autoridades e participação de mais de mil pessoas, além de performances artísticas e concerto da Orquestra Juvenil 2 Julho.
Mais de mil pessoas lotaram, ontem à noite, o auditório do Centro de Convenções de Ilhéus, no Litoral Sul, durante a abertura da III Conferência Estadual de Cultura da Bahia. O evento, que segue até domingo, com tema “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, transformou a cidade da capital cultural do estado, com um enorme de trânsito de artistas, produtores, dirigentes e delegados de cultura eleitos nas 26 conferências territoriais, realizadas após as 368 municipais realizados em todo o estado. Ao todo, a realização da III Conferência mobilizou 50 mil pessoas. O objetivo é levantar contribuiçõs e propostas para a Conferência Nacional, que ocorre em 2010, em Brasília, e para a construção de uma Lei Orgânica da Cultura para a Bahia.
“Nós estamos vivendo, desde o início da gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, uma verdadeira transformação comportamental nessa área, e é o diálogo com a sociedade que legitima as políticas públicas para a cultura que agora estamos implementando também na Bahia”, afirmou o secretário estadual de cultura, Márcio Meirelles. Num discurso bastante emocionado, o ministro Juca Ferreira, sucessor de Gil no MinC, destacou a necessidade de promover o acesso a bens e serviços culturais para toda a população: “Não existe possibilidade de desenvolvimento, sem inclusão cultural”.
Jaques Wagner exaltou a importância do diálogo na construção de políticas públicas. “A grande mobilização gerada pelas conferências que temos realizado demonstra que a população tem sede de participação democrática”, defendeu.
De acordo com Ângela Andrade, superintendente de cultura e coordenadora da conferência, o evento contou com 10% a mais de participantes em sua etapa municipal em relação à edição de 2007: “Tivemos uma redução de 8% no número de prefeituras envolvidas, mas houve um aumento de 10% no número de inscritos, além do envolvimento direto das administrações municipais na realização dos eventos, através de decreto e publicação de regulamentos, o que é um avanço na institucionalização desse instrumento de construção participativa de políticas públicas”, avalia. O número de municípios envolvidos chega a mais de 80% do total de 417 municípios baianos.
A apresentação da Orquestra Juvenil 2 de Julho, que integra o Neojiba – Núcleos de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto coordenado pelo maestro Ricardo Castro, foi um capítulo à parte. Um público atento e participativo assistiu ao concerto que apresentou peças como a “Sinfonia Novo Mundo” (movimentos 3 e 4), de Dvorak, e Danzon n° 2, de Arturo Marquez, além de pérolas como Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, e Asa Branca, do mestre Luiz Gonzaga. O público agradeceu em pé.
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