Secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, fala do objetivo das Conferências
Dados do Ministério da Cultura mostram que o Nordeste é a região que mais envolveu municípios durante a realização das Conferências, sendo que elas aconteceram em 55,77% das cidades. Desde agosto, a Bahia está em processo de Conferências de Cultura. As municipais foram realizadas em 367 dos 417 municípios do Estado, as territoriais aconteceram em todos os 26 territórios de identidade. Entre representantes, delegados e sociedade civil, 43.957 pessoas participaram dos encontros. O Estado foi o único a realizar Pré-Conferências Setoriais.
O trabalho da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia foi considerado exemplar pelo Ministério da Cultura, pois além de levar em consideração a política territorial, a SecultBA criou um guia de orientações e instrumentos de registro e apoio metodológico para que os municípios pudessem realizar suas conferências.
Segundo o secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, o objetivo das Conferências é envolver toda a Bahia nas discussões e aprofundar o debate sobre as políticas públicas para a cultura. “Qual política queremos para as artes, para os museus, para os centros de cultura? As conferências são espaços em que essas discussões acontecem, são espaços de decisão e participação popular democrática”, afirma Meirelles.
Os resultados da conferência serão sistematizados e divulgados em um documento final que servirá como subsídio para a elaboração dos planos municipal, estadual e nacional de cultura.
Ampla participação popular marca abertura da III Conferência Estadual de Cultura
Evento contou com presença de autoridades e participação de mais de mil pessoas, além de performances artísticas e concerto da Orquestra Juvenil 2 Julho.
Mais de mil pessoas lotaram, ontem à noite, o auditório do Centro de Convenções de Ilhéus, no Litoral Sul, durante a abertura da III Conferência Estadual de Cultura da Bahia. O evento, que segue até domingo, com tema “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, transformou a cidade da capital cultural do estado, com um enorme de trânsito de artistas, produtores, dirigentes e delegados de cultura eleitos nas 26 conferências territoriais, realizadas após as 368 municipais realizados em todo o estado. Ao todo, a realização da III Conferência mobilizou 50 mil pessoas. O objetivo é levantar contribuiçõs e propostas para a Conferência Nacional, que ocorre em 2010, em Brasília, e para a construção de uma Lei Orgânica da Cultura para a Bahia.
“Nós estamos vivendo, desde o início da gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, uma verdadeira transformação comportamental nessa área, e é o diálogo com a sociedade que legitima as políticas públicas para a cultura que agora estamos implementando também na Bahia”, afirmou o secretário estadual de cultura, Márcio Meirelles. Num discurso bastante emocionado, o ministro Juca Ferreira, sucessor de Gil no MinC, destacou a necessidade de promover o acesso a bens e serviços culturais para toda a população: “Não existe possibilidade de desenvolvimento, sem inclusão cultural”.
Jaques Wagner exaltou a importância do diálogo na construção de políticas públicas. “A grande mobilização gerada pelas conferências que temos realizado demonstra que a população tem sede de participação democrática”, defendeu.
De acordo com Ângela Andrade, superintendente de cultura e coordenadora da conferência, o evento contou com 10% a mais de participantes em sua etapa municipal em relação à edição de 2007: “Tivemos uma redução de 8% no número de prefeituras envolvidas, mas houve um aumento de 10% no número de inscritos, além do envolvimento direto das administrações municipais na realização dos eventos, através de decreto e publicação de regulamentos, o que é um avanço na institucionalização desse instrumento de construção participativa de políticas públicas”, avalia. O número de municípios envolvidos chega a mais de 80% do total de 417 municípios baianos.
A apresentação da Orquestra Juvenil 2 de Julho, que integra o Neojiba – Núcleos de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto coordenado pelo maestro Ricardo Castro, foi um capítulo à parte. Um público atento e participativo assistiu ao concerto que apresentou peças como a “Sinfonia Novo Mundo” (movimentos 3 e 4), de Dvorak, e Danzon n° 2, de Arturo Marquez, além de pérolas como Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, e Asa Branca, do mestre Luiz Gonzaga. O público agradeceu em pé.








